
PEIXES
19 fev à 21 mar
Elemento: Água - Mutável
Ele, nos oceanos celestiais tem seu castelo submarino, seu castelo interior. A música que dali se ouve emana de sua própria alma e sabe que as vastidões da alma são mais imensas que as vastidões do universo. Sua profundidade de sentimento místico o leva a convicção de que as palavras são inúteis, e que unicamente a comunhão psíquica é a comunhão verdadeira.
Sabe que a fantasia não somente é mais verdadeira que a realidade, mas sabe que também a contém. Não nomeia a Deus porque sabe que suas mãos unidas não podem tocar seu coração. Seus sentimentos são como as catedrais góticas cujas agulhas se dissolvem ao céu. Sua bondade provém da sua fé, sua fé da sua simplicidade de alma e esta de sua humildade, pois jamais se considera excepcional ou importante se não igual ao pó dos caminhos ou à espuma das ondas dos mares.
Ele sabe que têm as mãos para orar, não ora jamais com os olhos, senão com o coração. Antes de condenar uma falta, já a perdoou, e seu perdão o estende até a falta que todavia não fora cometido. Devido a isto os demais o menosprezam, mesmo sabendo e sentindo este menosprezo ele permanece fiel a seu Deus.
Sabe que não veio a Terra para ser sábio, senão para ser bom, e que a voz lhe foi dada para exaltar a seu Criador. Vive as estações sem que ninguém o saiba, elege o caminho de martírio como meio de ressurreição. Seu olhar parece apagado pois não olha para fora e sim para dentro. Expressa-se com maior clareza com os gestos de suas mãos e o brilho repentino de seu semblante e de seus olhos.
Essencialmente místico, sua vocação o submerge em um mundo interior silencioso e lacrado, afastado dos barulhentos que lutam e combatem porque não encontraram o caminho da renúncia e da bondade total.
(tradução livre do espanhol, fonte: Signos - German Rosas)
Gravura representativa de Jophra |